A volta
Prometi, no fim de 2007, que o blog voltaria. Ele demorou, mas voltou. Agora, em farolblog.wordpress.com. Obrigado aos poucos e bons que passaram por aqui. Continuem lá.
Viva!
Voltei. Pra homenagear Cazuza, que faria 50 anos hoje. 50! O que o cara estaria fazendo? Seria decadente como Mick Jagger? Ah, sim, Mick Jagger é bacana, não tem culpa de estar vivo, que bom que ele está vivo, mas é decadente. Ou Cazuza estaria cantando sambas-dor-de-cotovelo, como Nélson Cavaquinho, Cartola, Lupicínio? Inútil saber. Resta lembrar. Abaixo, dois momentos bem distintos, mas igualmente divertidos. Viva Cazuza!
Previsão para o ano novo
Este blog vai voltar. E vai voltar melhor. Acredite.
Enquanto o Ira! briga...

Ecos Falsos está de graça na internet (foto do Trama Virtual)
...é melhor arejar os ouvidos com novidades. O grupo paulista Ecos Falsos colocou o disco "Descartável Longa Vida" inteirinho para baixar na internet, no site da banda e no Trama Virtual. Vale a pena ouvir, é guitar rock da melhor qualidade, com boas chances de produzir momentos brilhantes nos próximos discos. É do Ecos Falsos a versão de "Viva o Chopp Escuro", uma das melhores faixas do disco tributo à fase psicodélica do Ronnie Von, disponível de graça neste link. "Descartável Longa Vida" está no esquema de download remunerado da Trama, em que o artista ganha por música baixada, graças à presença de um anunciante em sua página, mas o público não paga nada. A banda gaúcha Walverdes também entrou nessa e colocou "Playback", de 2005, na roda.
Caim e Abel
Algumas coisas sobre o iminente fim do Ira!, que outro dia lançou disco novo, celebrado pela crítica (o clima na banda está um caos, pelo menos segundo esta notícia do UOL Música):
1) Acho que nem os fã-clubes do Ira! sabiam da existência do tal Aírton Valadão, empresário da banda, irmão e agora inimigo do Nasi, além de pivô da briga que pode ter posto fim a uma das carreiras mais antigas do rock brasileiro (rolou até facada, ou ameaça de, no pega entre os irmãos).
2) Será que o Ira! vai acabar numa prestação de contas mal explicada?
3) A briga entre Nasi e o irmão virou caso de polícia. Para piorar, o vocalista do Ira! deu uma entrevista à revista Flash News (do Amaury Jr., acho), chutando o balde. Chamou o Scandurra de canalha. Quando uma banda com a história do Ira! vai parar, ao mesmo tempo, na delegacia e numa revista de celebridades, está mesmo na hora de acabar.
4) Nada nessa baixaria diminui o tamanho do Ira! na história do rock brasileiro.
Simples assim

Dressy Bessy sabe fazer pose e música
Ser simples é muito complexo. Eu me espanto quando descubro alguma banda simples, boa e original o suficiente, em plenos anos 00. Até que eu mude de idéia, é o caso de Dressy Bessy, grupo de Denver, Colorado (EUA). Acabei de descobrir a banda, embora ela tenha surgido dez anos atrás. A receita é baixo, guitarra, bateria, uma vocalista charmosa e boas músicas, além de um ar sessentista, que só soa forçado nas fotos. Alguém precisa mais? Ouça Dressy Bessy no My Space.
Quem precisa de TIM Festival?
O título é só uma provocação a mim mesmo (leia dois posts abaixo). Claro que eu queria um pedaço do TIM Festival por aqui. Mas o fim de semana em Belo Horizonte está surpreendente, ainda que meio saudosista. Daqui a pouco, noite de sexta, tem Patife Band no Matriz. O grupo mistura punk rock com música dodecafônica como se isto fosse normal. E fica bom, acredite. Amanhã, sábado, o Cólera toca no Bar Brasil. Punk também, sem mistura, tão bom quanto Patife. Para quebrar o clima de velharia, o show de sábado tem outras atrações, entre elas o ótimo Sapatos Bicolores. Abaixo, três vídeos para aquecer: "Pregador Maldito", com Patife Band, "Pela Paz", com Cólera, e "Frio Coração Quente", com Sapatos Bicolores.
Que país é este?
A volta da revista Bizz, em 2005, foi motivo de festa para mim (e para muita gente, com certeza). Ainda que fosse impossível recuperar, em pleno século 21, o glamour da velha Bizz, a revista cumpriu parte de seu papel, sobretudo em reportagens especiais e na divulgação de novidades. Aí, chegou a Rolling Stone brasileira e, parece, o mercado ficou pequeno demais. A RS ainda sobrevive, mas a Bizz já era, de novo. O jeito é lamentar e perguntar: será que o Brasil não pode ter duas boas revistas de música, ao mesmo tempo? Acho que pode ter até mais. Por que não temos? Confesso que não sei responder. Na internet, a Bizz ainda existe, precariamente.
Algo a dizer

Neil Young, o tiozinho mais bacana do rock´n roll
Algumas coisas que deu para garimpar hoje, em meio à correria:
Não ouvi, mas acho que vou gostar. É incrível a forma do cara, depois de tanto tempo.
TIM Festival, programa completo:
Para quem ainda não viu, está aí. E, reclamação pessoal e provinciana, Belo Horizonte continua de fora dos eventos musicais bacanas de grande porte do país.
A Rádio UOL está com programa novo no ar. É o Remistura, aqui em segunda edição. O lance é mostrar versões de músicas consagradas ou não. Interessante, mas nem tanto.
O Senhor F sugere lista de "clássicos obscuros" (?) dos anos 90.
30 anos
Já deu para perceber que eu gosto de efemérides... E aqui está mais uma. Mas esta não dá para deixar passar. Elvis no auge, em 1968, nem o menino ingênuo (?) dos 50´s, nem o popstar decadente (?) dos 70´s, cantando ao vivo uma das mais belas canções do seu repertório, "Are You Lonesome Tonight?". Ontem, agora há pouco, 16 de agosto, fez 30 anos que ele morr... aliás, mudou para a Argentina (veja dois posts abaixo).
Viva Tony Wilson

O mundo pop fica mais triste sem Tony Wilson
Problemas técnicos do UOL impediram a correta atualização do blog nos últimos dias, mas não posso deixar de registrar aqui, para quem ainda não sabe, a morte, na sexta-feira, dia 10, de Tony Wilson, o homem por trás da legendária gravadora Factory, de Manchester, Inglaterra. Entre outros, Wilson lançou Joy Division e Happy Mondays. Ele ganhou uma bela homenagem em vida, no filme "24 Hour Party People" ("A Festa Nunca Termina", na edição brasileira). Abaixo, uma pequena amostra da importância do cara: "24 Hour Party People", a música, com Happy Mondays, e a clássica "Transmission", com Joy Division. No You Tube, também dá para ver diversos trechos do filme.
Sem descanso

O que será pior: morrer ou renunciar à fama e ir viver anônimo num subúrbio argentino? Elvis Presley, ao que parece, escolheu a segunda opção. Pelo menos é o que dá para concluir de notícia da agência Ansa reproduzida pelo UOL Música. E a cara dele, hoje, é algo próximo dessa imagem aí de cima, postada no inacreditável blog Elvis en Argentina. Elvis pode até ter morrido, mas descansar ele, certamente, não consegue.
Rock do Peru
Vou confessar um preconceito. Até agora, achava que a música do Peru se resumia àqueles caras de poncho tocando flauta numa praça qualquer. Mas tem rock independente (e bom) no país. A banda se chama Turbopotamos e ganhou reportagem do site Senhor F. O Guto, leitor assíduo deste blog, já tinha descoberto e sugere o clipe abaixo.
Nem Cazuza escapa

Lobão na entrevista publicada no Overmundo (foto de Charlene Cabral)
Lobão fez e faz ótimas canções e merece ser considerado um dos grandes da música pop brasileira (nem sempre o é). Mas tem uma coisa que Lobão sabe fazer melhor do que música: detonar tudo e todos. Nesta entrevista para o site Overmundo, ele está em ótima forma. Livre das amarras da imprensa dita séria, aponta a metralhadora para todos os lados. Sobra até para Cazuza, parceiro de sons, biritas e carreiras. Algumas delas foram consumidas sobre o caixão do Júlio Barroso, segundo Lobão. Uma ousadia que só não ganha da do Keith Richards, que diz ter cheirado as cinzas do próprio pai. Aliás, Lobão só poupa Júlio Barroso. Uma pena que, na edição da entrevista, o autor tenha dado tão pouco espaço às histórias dele com o ex-líder da Gang 90. Ainda tenho vontade de ver uma entrevista do Lobão inteirinha sobre o Júlio, um dos caras mais geniais do pop nacional.
Blogs sob ataque

Elton John nos bons tempos (para ele) em que não havia internet
Elton John e Andrew Keen não gostam de blogs. O primeiro dispensa apresentações, pelo menos para quem tem mais de 30 anos. O segundo é um historiador britânico. Keen reclama, em entrevista à Folha de S. Paulo de segunda-feira (para assinantes), da liberdade excessiva dos blogueiros e acha que eles querem substituir a mídia tradicional, como se esta fosse assim tão confiável. Elton John chega ao cúmulo de propor a extinção da internet, em reportagem da agência Ansa, reproduzida hoje pelo UOL Música. Na opinião do compositor e cantor, sem a rede - e sobretudo sem os blogs - o mundo e a música seriam melhores. A dele eu duvido. Elton John já compôs baladas memoráveis, mas há tempos não produz nada que preste. O historiador e o músico têm direito de não gostar do que lêem, vêem e ouvem na rede. Mas eu também não gosto do estado atual da política brasileira e, nem por isto, acho que o Congresso Nacional deva ser fechado. Keen soa meio picareta. Ele reclama agora, mas foi figura importante na primeira onda da internet, com o site de música Audiocafe.com e, pasmem, mantém um blog para vender seus livros. Sobre Elton John, não seria o caso de extingui-lo para ver se o mundo e a música melhoram?
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